Arquivo para Março, 2010
Quoting my music lyrics #13
24 de Março de 2010
You were the one who told me / You’d always be by my side / I think that time is running / I know that one day time will end with this.
Conversas apanhadas #4
22 de Março de 2010
Mãe: Olha, a tua irmã diz que o meu computador não se passa quando está naquele que não é Windows… Como é que se chama?
Eu: Ubuntu?
Mãe: Não… Não é isso. É outro nome. Acho que é Java.
Eu: Java?? Não será Linux?
Mãe: Sim, no Linux funciona bem.
Eu não disse que era melhor? Pois, eu disse! Também sei dar conselhos!
Vinyl
21 de Março de 2010
Hoje voltei a ouvir o primeiro álbum dos Gift digno desse nome, o Vinyl. Já não o ouvia há uns bons anos. 4 ou 5 anos, provavelmente. Cheguei à conclusão que ainda o sei de trás para a frente, que me faz recordar os bons anos da minha adolescência. Voltei ao meu primeiro concerto dos Gift, em 99 no Coliseu dos Recreios. Relembrei-te R., que me mostraste os Gift pela primeira vez como a banda do teu amigo Miguel, que me levaste lá ao Coliseu quando eu tinha apenas 14 anos e foi uma loucura.
Depois de todos estes anos (11 anos! O-M-G!), recordo tudo isto com uma saudade incrível. Foi a partir desse momento que despertei para a música menos mainstream, que aprendi que a boa música pode estar escondida numa qualquer garagem ou num CD produzido e distribuído, porta a porta, pelos próprios músicos.
Todos mudamos. Os interesses mudam, as nossas vidas separam-se. Mas a música, a música está sempre lá. Intemporal. Imutável. Intocável. Para nos fazer recordar de sítios, pessoas e momentos…
É um dos meus maiores prazeres: partilhar música. Faço-o sempre com as pessoas que verdadeiramente me tocam. Se já partilhei música contigo, podes ter a certeza que já me marcaste de alguma forma. E é mesmo isso que dá sentido a tudo o que andamos por cá a fazer: deixar um bocadinho de nós, das nossas coisas, nos outros.
Obrigada, R..
Há meia dúzia de anos atrás…
16 de Março de 2010
A vida descansada que nós tínhamos… Ok, não era assim tão descansada quanto isso, mas pelo menos era uma vida segura. Era certa e confortável. Era descansada. Tudo parecia fazer muito sentido, tudo parecia ser destinado a ser assim. E ali estávamos nós. Todos os dias. No mesmo sítio. Éramos sempre os mesmos. A vida era cheia de nós. Tudo parecia confinado àquele espaço que durante tanto tempo nos acompanhou, 6 anos. Vimos gente entrar e vimos gente sair. Depois chegou a minha vez e sai. Alguns ainda lá estão, outros por aí andam espalhados.
Tenho saudades daquela sala bagunçada, das horas passadas a receber o sol que o tecto em vidro deixava passar. Tenho saudades das noitadas, das vezes em que, a partir de certa hora, já nada de jeito saia das nossas bocas e era disparate atrás de disparate. Tenho saudades das saídas para ir almoçar lá ao lado, das saídas para ir jantar um bocado mais lá à frente. Tenho saudades da ida ao McDonald’s só para comprar um sunday. Tenho saudades dos encontros junto às máquinas de comida. Tenho saudades dos jantares de aniversário e das bebedeiras conjuntas. Tenho saudades de quando não nos precisávamos de esforçar para estarmos todos juntos. Tenho saudades daquele tempo. Os projectos, os casos de estudo, os testes, os exames, as repescagens eram fixes porque estávamos lá todos. Tenho saudades de ti S., de ti F., de ti J., de ti S., de ti K., de ti S., de ti L., de ti R., de ti M., de ti R., de ti G., de ti J., … e de outros tantos.
Fazem-me uma falta danada.
O mundo sabe que…
16 de Março de 2010
Quem me conhece sabe bem da pancada que em tempos tive pelo meu Sporting. Com o apertar das responsabilidades enquanto estive a estudar, deixei-me dessas loucuras de me juntar a uma das claques do Sporting sempre que havia jogo em casa. Foram duas épocas inteirinhas, sem falhar um jogo em Alvalade.
Depois de 4 épocas de abstinência total, este ano já voltei ao estádio José Alvalade por três vezes, mas em nenhuma delas me juntei a alguma claque. Vi dois jogos na central poente e outro no camarote (sim, gente fina é outra coisa! Ou não…). Cheguei finalmente à conclusão que ver um jogo numa central dá-me cabo dos nervos. No passado domingo, fui ver o Sporting-Vitória de Guimarães e incrivelmente boa parte da segunda parte a claque do Vitória abafou por completo qualquer tentativa dos adeptos do Sporting de fazer barulho. A verdade é que não tentaram grande coisa. 1.000 caramelos (sem ofensa) do Vitória faziam mais barulho que 34.000 do Sporting. Não é normal.
Posto isto, deu-me assim uma vontade enorme de voltar a ver os jogos junto das claques. Mas, como não me identifico com nenhuma em particular, uns porque a maioria são, basicamente, uns junkies de primeira, outros porque são de extrema direita e não vou nessa, outros ainda porque são demasiado betinhos e sem grande espírito, … portanto, estou um bocado indecisa sobre o que fazer. Posso sempre fazer como há uns anos atrás, junto-me a uma delas apenas e só para apoiar o Sporting e mantenho-me na minha. Mas, se na altura conseguia ver determinadas coisas a passarem-se à minha frente, julgo que agora não estou disposta a isso. Será que não há uma única claque no mundo que seja assim grande, influente e sem grandes coisas feias e más?
Escusado será dizer que, para mim, o ideal seria não haver 3.453 claques por clube, mas apenas uma. Afinal, o objectivo principal de todas é o mesmo. Ou então não é e eu ando muito enganada.
Independentemente da localização do estádio perfeita para ver um jogo de futebol, quero no próximo mês de Agosto voltar a ser presença assídua lá para os lados do Campo Grande. A ver quanto tempo me aguento…
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo…
10 de Março de 2010
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo…
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura…
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
Alberto Caeiro
Dia da Mulher
8 de Março de 2010
Mais uma inutilidade de dia. Blablabla, razões históricas, blablabla, conotações políticas, blablabla… Ok, mas hoje em dia é só mais uma desculpa para as perfumarias, floristas e restaurantes reunirem mais uma coroas. Ah, e das mulheres poderem sair à rua. “Amor, hoje vamos à rua, sim? Deixa-me só colocar a trela… Ooop! Já está! Já podemos ir.”.
Vou ali vomitar e venho já.
MacHeist nanoBundle
4 de Março de 2010
Aí está mais um mega MacHeist nanoBundle! Desta feita, o bundle é composto por 7 aplicações cujo preço “normal” totaliza uns módicos $260 e que, nos próximos 6 dias, estarão apenas a $19.95. É, sem dúvida, tentador o preço a que colocam as aplicações. The point is… Será que preciso mesmo de alguma delas que valha a pena gastar os cerca de 15€? A conclusão a que chego é: se me estou a questionar se vale ou não a pena, se preciso ou não de alguma das aplicações é porque na realidade não preciso de nenhuma…
E vocês, acham que vale a pena?


