Apesar de gostar desta versão, gosto mais da versão dupla.

Gentilmente roubado do 9gag.com
Já há muito tempo que ando para escrever um post neste blog sobre os trastes desta vida, nomeadamente, sobre um que, não de forma muito fácil, nem rápida, nem simples, chegou, viu e está claramente a vencer.
A expressão “traste” surgiu para caracterizar esta personagem da minha vida no preciso momento em que realizei que tudo o que ao longo destes últimos anos nos tem mantido juntos (de uma forma, ou de outra…), estava intacto. “TRASTE!”, exclamei eu.
Os trastes são pessoas que nos conhecem bem demais e com a sua natural marotice (ver definição de “traste” na Priberam), vêm cheios de si pavonear-se (deus sabe o que eu odeio esta palavra!) para junto de nós.
Têm olhos pequenos, mas extremamente expressivos e que falam. Sim, olhos que falam. É uma espécie rara!
Às vezes até parecem touros quando um problema lhes resiste.
Vivem a mais de 1000 à hora, mas também sabem apreciar calmamente os breves minutos de um determinado momento. Assim são na estrada também.
São capazes de falar tanto com um agricultor sem escolaridade, como com um administrador de topo de uma grande empresa e serem compreendidos.
Gostam de andar de cabelo ao vento (mas acondicionado), de conversar, de meter conversa e de marcar.
Marcar é a palavra que eu procurava mentalmente enquanto escrevia este texto.
Os trastes não gostam de ser apenas mais uma pessoa no meio de biliões, nem de desatar a fazer tudo e mais alguma coisa só porque sim. São pessoas que fazem apenas duas ou três coisas, mas que fazem bem e com intenção de deixar marca.
Além de tudo isto, têm vários amores que lhes preenchem a vida: músicas, filmes, viagens e pessoas, poucas pessoas, mas boas pois foram escolhidas a dedo. Tal como as músicas, os filmes e as viagens…
Por tudo isto, os trastes são adorados pelas suas pessoas e invejados, muito invejados, por aqueles que não conseguem ser assim.
Primeiras considerações sobre Amsterdam nestas primeiras horas:
- Existem crianças sub-10 que bebem RedBull dado pelos pais;
- As garrafas de água são de um plástico muito mais fino que o das nossas (missing Luso already…);
- Holandês é um idioma que a mim não me assiste;
- Atravessar a estrada pode ser uma aventura porque além do trânsito normal dos carros, há que ter uma atenção adicional com as bicicletas que circulam em vias próprias; e
- As casas de banho são divididas em dois compartimentos distintos: a sanita fica num e o duche e o lavatório noutro.
Há algum tempo que sigo o blog d’O Arrumadinho. (Não, não é a ele que eu admiro. Podes descansar!)
Mas andava hoje a ler uns posts em atraso do moço e dei com isto:
E era só para dizer que concordo muito com esta parte. É de facto uma das pedras fundamentais: a admiração.
Já não concordo tanto com a parte que vem a seguir. O que torna uma pessoa admirável é algo tão pessoal, individual e até abstrato que me custa ver que ele transformou isso em algo tão palpável como viagens, livros, notícias e o interesse sobre o que se está a passar na Líbia.
Conheço algumas pessoas admiráveis que não viajam, não lêem livros, não vêem notícias e o que se passa na Líbia não lhes assiste.
Diria até que, para mim, o que torna uma pessoa admirável é a forma como esta lida com as adversidades da vida.
Bom, mas isto sou eu.
A pouco mais de 20 horas de ir de férias, dei por falta dos meus biquinis.
Entre mudanças, carrega tralha daqui para ali, perdi o rasto aos pobres biquinis.
Nunca vi um homem preocupado porque, em vésperas de ir de férias, não sabia dos calções de banho. Nunca.
Plamordeus, apareçam!
Não há nada como uma boa chuva de Verão.
A oportunidade de fugir às sensações típicas desta estação do ano, de fazer algo diferente, de sentir algo diferente… Gosto.
Estou de regresso a esta minha rubrica.
A situação que vos venho expor hoje enquadrava-se mais em algo do estilo “Sabes que estás perante um Português quando…” e a protagonista principal sou precisamente eu.
Ainda não fui para Amsterdam, não conheço a cidade, não sei como vai ser trabalhar lá, o que me vai esperar… mas já sei quais os feriados públicos Holandeses.
E já os adicionei ao Google Calendar.
É uma frase que costumo ouvir com alguma frequência e irrita-me. É como se aquilo que fui conquistando ao longo da minha vida fosse pura sorte… Empenho? Luta? Sacrifício? Não. Foi uma sorte do canário.
Há algum tempo que tenho o desejo de sair de Portugal. A razão? Muitas, mas principalmente a vontade de conhecer outras realidades, de sair da minha bubble e de perceber se viver e trabalhar fora de Portugal é assim tão diferente (para melhor) como muita gente pinta.
Em Março, num final de dia solarengo em Lisboa, conversava com um amigo sobre esta minha vontade de sair. Os principais entraves? Eu não queria ir sozinha… Foi então que ele se chegou à frente e disse: “Então vamos os dois. Vamos lá planear isto a sério!”.
E assim foi. Durante dois meses, fizemos pesquisa sobre as potenciais cidades/países para onde gostaríamos de ir (inicialmente tínhamos 14 possíveis cidades), estudámos inglês e planeámos a nossa mudança. Chegámos à conclusão que a Alemanha seria um bom destino e ficámos focados na Alemanha.
No início de Maio, outro amigo meu (obrigada C..) perguntou-me se eu não queria que ele recomendasse o meu CV a um amigo que conhecia uma pessoa a trabalhar numa empresa em Amsterdam. O meu primeiro pensamento foi: “Porquê não? Não perco nada.”. Fiz duas entrevistas e no final de Junho fizeram-me proposta. Sem espinhas.
Desviei-me do plano traçado inicialmente em conjunto com o meu amigo mas finalmente tinha algo concreto em mãos e achei por bem não desperdiçar. Aceitei. Vou trabalhar para Amsterdam.
No início de Setembro começo a minha aventura e… vou sozinha! Já falta pouco!

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