A vida descansada que nós tínhamos… Ok, não era assim tão descansada quanto isso, mas pelo menos era uma vida segura. Era certa e confortável. Era descansada. Tudo parecia fazer muito sentido, tudo parecia ser destinado a ser assim. E ali estávamos nós. Todos os dias. No mesmo sítio. Éramos sempre os mesmos. A vida era cheia de nós. Tudo parecia confinado àquele espaço que durante tanto tempo nos acompanhou, 6 anos. Vimos gente entrar e vimos gente sair. Depois chegou a minha vez e sai. Alguns ainda lá estão, outros por aí andam espalhados.

Tenho saudades daquela sala bagunçada, das horas passadas a receber o sol que o tecto em vidro deixava passar. Tenho saudades das noitadas, das vezes em que, a partir de certa hora, já nada de jeito saia das nossas bocas e era disparate atrás de disparate. Tenho saudades das saídas para ir almoçar lá ao lado, das saídas para ir jantar um bocado mais lá à frente. Tenho saudades da ida ao McDonald’s só para comprar um sunday. Tenho saudades dos encontros junto às máquinas de comida. Tenho saudades dos jantares de aniversário e das bebedeiras conjuntas. Tenho saudades de quando não nos precisávamos de esforçar para estarmos todos juntos. Tenho saudades daquele tempo. Os projectos, os casos de estudo, os testes, os exames, as repescagens eram fixes porque estávamos lá todos. Tenho saudades de ti S., de ti F., de ti J., de ti S., de ti K., de ti S., de ti L., de ti R., de ti M., de ti R., de ti G., de ti J., … e de outros tantos.

Fazem-me uma falta danada.