Hoje voltei a ouvir o primeiro álbum dos Gift digno desse nome, o Vinyl. Já não o ouvia há uns bons anos. 4 ou 5 anos, provavelmente. Cheguei à conclusão que ainda o sei de trás para a frente, que me faz recordar os bons anos da minha adolescência. Voltei ao meu primeiro concerto dos Gift, em 99 no Coliseu dos Recreios. Relembrei-te R., que me mostraste os Gift pela primeira vez como a banda do teu amigo Miguel, que me levaste lá ao Coliseu quando eu tinha apenas 14 anos e foi uma loucura.

Depois de todos estes anos (11 anos! O-M-G!), recordo tudo isto com uma saudade incrível. Foi a partir desse momento que despertei para a música menos mainstream, que aprendi que a boa música pode estar escondida numa qualquer garagem ou num CD produzido e distribuído, porta a porta, pelos próprios músicos.

Todos mudamos. Os interesses mudam, as nossas vidas separam-se. Mas a música, a música está sempre lá. Intemporal. Imutável. Intocável. Para nos fazer recordar de sítios, pessoas e momentos…

É um dos meus maiores prazeres: partilhar música. Faço-o sempre com as pessoas que verdadeiramente me tocam. Se já partilhei música contigo, podes ter a certeza que já me marcaste de alguma forma. E é mesmo isso que dá sentido a tudo o que andamos por cá a fazer: deixar um bocadinho de nós, das nossas coisas, nos outros.

Obrigada, R..